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Duque de Caxias, Rio de Janeiro, Brazil
Solteiro, 43 anos , formado em Contabilidade, profissional da área de DEPTº PESSOAL A MAIS DE 20 ANOS, Cursando o último período de LICENCIATURA EM INFORMÁTICA, FACULDADE UNIGRANRIO. Moro em Saracuruna , Duque de Caxias. espero mudar de profissão e de vida a partir do ano de 2011, quando terminarei o meu curso superior e me concentrarei em trabalhar na área em que me formarei. tenho uma filha de 12 anos e espero dar um bom exemplo para ela.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

MINHA MONOGRAFIA DE CONCLUSÃO DE CURSO

SUMÁRIO
1 - Introdução.......................................................................................... 2
1.1 - Metodologia de Pesquisa........................................................................................... 4
1.2 - A informática educativa no laboratório e na sala de aula.......................................... 5
1.3 - A informática educativa na capacitação dos docentes (cursos à distância)............... 8
1.4 - O professor como mediador do saber científico e educativo.................................. 12
2 - Contexto Teórico da Informática na educação............................... 15
2.1.  A introdução da Informática no ambiente escolar de Duque de Caxias................. 15
2.2. Da Climatização........................................................................................................ 17
2.3. Das tecnologias auxiliares da aprendizagem............................................................. 22
2.4. O Papel das partes envolvidas: Gestores e Professores das escolas Estaduais......... 26
3 - Interpretação e Resultados dos Dados............................................. 30
3.1 - Caracterização da pesquisa...................................................................................... 30
3.2 - Entrevistas e Informações levantadas...................................................................... 32
3.3 - Interpretação dos resultados.................................................................................... 32
4 - Desafios e Possibilidades da Escola Pública..................................... 33
5 - Considerações Finais........................................................................ 34
6 - Referências  Bibliográficas............................................................... 35

1 -Introdução


Durante anos, a qualidade do ensino nas escolas públicas vem sofrendo desgastes que a literatura pedagógica por unanimidade atribuiu a vários fatores, a saber: currículo escolar complexo do discente; necessidade de aulas mais interessantes e dinâmicas; despreparo dos docentes na faculdade para com a regência de turma; falta de qualificação continuada nas escolas com os docentes, entre outros fatores.
Entretanto, o vilão sempre foram  as formas de ensino tradicionais consolidados com o tempo, que dominam ainda hoje nas instituições públicas de ensino, como o projetor de transparência e o quadro de louça ou branco, ambos utilizados pelo docente unicamente para que o aluno copie a matéria dada, mesmo sabendo que o uso de um recurso, como do retroprojetor, por mais de meia hora contínua, torna-se cansativo, e levarão os alunos a perderem sua concentração.
O aparelho de vídeo, com um monitor (TV), é o campeão de uso em sala de recursos áudios-visuais, para expor documentários produzidos principalmente pelas televisões públicas, filmes clássicos, de literatura ou que tratam de temas polêmicos ou de interesse cultural, utilizado pelo docente para reforçar um tema ou assunto do currículo.
Apesar de uma boa parte  das escolas públicas terem recebido um data show, que projeta a imagem do vídeo numa tela, como num cinema, esse recurso geralmente é utilizado  para projetar além de filmes educativos relacionados com as matérias ( história , geografia , religião , etc ...) e de festas promovidas pela escola, tais como: a junina, folclore, desfile, etc...
 Sendo raros, mesmo com a aplicação desses recursos, os casos em que o aluno fala, o professor escuta, o grupo debate o assunto, inclusive o professor, procurando ir ao encontro das novas vertentes sobre os assuntos que surgem. Isto e as outras questões anteriormente abordadas levaram à crise do ensino, desde o primeiro grau até o ensino médio público.
A tecnologia mudou os meios de comunicação de massa e, paralelamente, deve mudar a forma de ensino na sala de aula, e sobre essa lógica a Secretaria de Estado e Educação, vem construindo ao longo dos anos ações que facilitem ao docente o uso da tecnologia de ponta, como os computadores e softwares educativos como recursos aprimoradores das técnicas de aulas e da formação do docente. As chamadas "novas tecnologias" ou, mais precisamente, as tecnologias da informação e da comunicação (TIC). Essas "novas tecnologias" vêm permitindo um conjunto das práticas de linguagem desenvolvidas nas situações concretas de ensino atingindo diversos níveis de explicações para essas mesmas situações, são os casos em que a disciplina é exposta em vários níveis de entendimento, ou seja, para aquele que nunca ouviu falar do assunto, para os que já possuem uma noção do tema e para aqueles que detém amplo conhecimento.
Lévy (1999) afirma que, as TIC estão postas como elemento estruturante de um novo discurso pedagógico, bem como de relações sociais que, por serem inéditas, sustentam neologismos como "cibercultura".
Para o autor, a presença das TIC tem sido investida nas escolas com sentidos múltiplos, que vão da alternativa de ultrapassagem das ações e técnicas do docente com as "velhas tecnologias", representadas principalmente por quadro-de-giz e materiais impressos, à resposta para os mais diversos problemas educacionais ou até mesmo para questões socioeconômico e políticas, como por exemplo, o custo reduzido com as capacitações do docente na forma EAD que passa a possuir um recurso que permitirá a sua atualização sem se deslocar da sua casa.
A razão da minha justificativa da escolha do tema é a de que a presença das TIC nas escolas públicas, têm configurado o "novo perfil" do professor, não mais e unicamente na condição de profissional do ensino e sim como “mediador de conhecimentos” frente aos desafios da globalização. E que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), como ferramenta, traz uma enorme contribuição para as práticas escolares em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades segundo uma determinada concepção de educação dinâmica e atrativa a partir das atividades escolares em sala de aula, que é complementada por equipamentos de vídeo som e imagem direcionado a instrução e maior condição de percepção e aprendizado como apoio a professores e complemento ao aluno na fixação do aprendizado.
A partir dessa concepção a SEE/RJ, vem há anos investindo em ações que envolvem a implantação de Núcleos Tecnológicos de Informática – NTECs, salas de aula climatizadas para receberem computadores, laboratórios de informática com até vinte computadores ligados a rede, com impressora e câmera, distribuição de laptop a todos os professores com acesso a rede, criação de projetos via site da SEE que envolvem capacitações on line aos docentes e parcerias com instituições universitárias públicas e particulares.
Todos esses projetos têm a pretensão de ensinar com o apoio das máquinas e assim melhorar a prática pedagógica. É certo que tais tecnologias têm auxiliado o processo de ensino e talvez o de aprendizagem, mas o resultado tem sido pouco observável na prática e a educação de qualidade não tem sido alcançada. Entretanto, para que as NTECs promovam as mudanças aguardadas para as escolas públicas pela SEE-RJ, devem ser usadas não como mais um recurso para ensinar ou aprender, mas como ferramenta pedagógica para criar um ambiente interativo, dinâmico, participativo do discente, e que proporcione ao mesmo, diante de uma situação problema, investigar, levantar hipóteses, testá-las e refinar suas idéias iniciais, ou seja, um recurso auxiliar que permita ao aluno construir seu próprio conhecimento.

1.1 -  Metodologia de Pesquisa

A base empírica desse estudo é uma pesquisa exploratória e de natureza qualitativa, através de levantamento bibliográfico sobre o tema, presente em livros e periódicos, e com a aplicação de questionário para coleta de dados. Sendo este questionário montado tendo em vista questões que envolvem especificamente o uso da informática na escola pública como auxiliar da aprendizagem do aluno e professor. O Estudo também visa obter dados que esclareçam os fatores que interferem na qualidade do ensino e suas variáveis.
Como procedimento de análise dos dados obtidos no questionário, a técnica utilizada foi à análise de conteúdo de obras pedagógicas e educativas de autores que abordam a questão e apresentam alguns fatores e variáveis do uso específico da informática na escola. Assim sendo, o tratamento dos dados coletados na pesquisa de campo foi avaliado à luz dos teóricos que trabalham os conceitos utilizados nessas obras pedagógicas.
Em visita a Unidade Escolar, e com a orientação da Diretora Geral do CIEP 199, foi composta uma amostra com doze profissionais, a saber: -Diretora Geral, - Orientadora Pedagógica, sendo os demais, do grupo de amostra, formados por Professores de Projetos e professores das Disciplinas Curriculares, de uma das primeiras Escolas Estaduais da Baixada Fluminense, em Duque de Caxias- RJ, a receber o laboratório de informática da SEE/RJ. A escola atualmente oferece Ensino Médio e Fundamental (6º a 9º) em três turnos, atendendo cerca de 1400 alunos.
O critério para escolha dos doze profissionais privilegiou, aqueles que lidam diretamente com a questão da prática educacional escolar principalmente daquela prática oriunda do educando e através de um ambiente de aprendizagem informatizado e com recursos tecnológicos e de mídia. Esses doze profissionais são do sexo feminino, com idade superior a 34 anos e inferior a 50 anos, todos com graduação e capacitação com formação continuada nas suas disciplinas específicas de magistério.  A escolaridade do grupo de profissionais, envolvidos na gestão do CIEP 199 pode ser considerada alta, uma vez que 09 entre os 12 profissionais possuem Pós- graduação. Trata-se também de um grupo experiente, uma vez que contam mais de 15 anos de magistério.
Como procedimento para a coleta dos dados, foi deixado, na própria escola, para os doze profissionais, que trabalham em dias e ou horários diferentes, um texto retirado da internet (anexo I), sobre a importância do uso dos computadores na escola. A distribuição do texto, sobre a importância e a contribuição do uso das tecnologias na educação, visou através da leitura do mesmo estabelecer um parâmetro entre aquela realidade escrita e a realidade real vivenciada na escola. A intenção foi a de que os profissionais escolhidos pela Diretora para responderem o questionário da escola exponham a sua visão experimental sobre o assunto.
Sendo então distribuído o questionário (anexo II), que  lido e respondido, cada uma das questões individualmente pelos profissionais da escola, será usado na coleta de dados, após recolhido. Sendo explicado que além das respostas às questões propostas, foi franqueado ao grupo a possibilidade de acrescentar, em suas opções de respostas, palavras ou frases que considerassem importante, para o respaldo de sua escolha opcional.

1.2 - A informática educativa no laboratório e na sala de aula



Neste item, enfocamos a questão de ênfase na literatura pedagógica da necessidade no uso da informática na educação, a partir de práticas desenvolvidas para a melhoria do processo ensino-aprendizagem e à aprendizagem significativa; suas relações com a cultura escolar e outros universos culturais.
Percebe-se que os autores já citados nessa pesquisa, tais como: VALENTE, 2000, ALMEIDA, 2002, MORAN, 2007, entre outros, no contexto de suas literaturas pedagógicas, enfatizam respectivamente e de forma crítica que:
“-(...) a educação assumiu papel crucial na construção do conhecimento e da cultura, sendo necessário o comprometimento da equipe gestora escolar na formação de seus profissionais com o uso das novas tecnologias. 
“-(...) introduzir a informática na escola apenas para o acesso, as informações em grandes números, não significará aprendizagem sobre aquele determinado assunto.”
“-(...) se faz necessárias melhorias na forma e metodologia do ensino da escola pública.”
A proposta desses autores é uníssona, ou seja, defende-se o uso de tecnológica no laboratório ou na sala de aula das escolas como ação promovedora de transformações necessárias tanto no campo de visual da apresentação dos conteúdos escolares quanto no campo de desenvolvimento metodológico das mensagens. Para eles, com tais instrumentos muda-se a forma de ensino e aprendizado, permitindo a facilitação da interdisciplinaridade de matérias que antes estavam distantes e passam a ser interligadas através das novas formas de orientação ao estudo.
Entretanto, criticam que na maioria das vezes essa tecnologia acaba sendo implantada apenas como uma “nova” ferramenta para apresentar um conteúdo em sala de aula ou de informática, sem que o professor seja capaz de facilitar a mudança de comportamento ou levar o coletivo um melhor entendimento desses conhecimentos, por não estar o mesmo capacitado a fazê-lo e/ou por não possuir conhecimento de uma metodologia adequada àquela situação.
O que é preciso para introduzir a Informática educativa na sala de aula e no laboratório equipado?
MORAN (2007, p31) explica que “são necessários professores treinados e um projeto político pedagógico. A experiência mostra que sem a figura do coordenador pedagógico de Informática o processo “emperra.”
Para o autor mesmo que o professor tenha uma boa formação pedagógica da sua disciplina; ampla experiência em regência na sala de aula; e amplo conhecimento de informática, não bastará para que ocorra a aquisição do conhecimento por parte do aluno. É preciso o envolvimento do Coordenador, do Professor e de Projetos de informática, além de incentivos de trabalho por parte da equipe gestora e pedagógica da escola como uma ponte entre o potencial da ferramenta (software educativos) com os conceitos e conteúdos curriculares a serem desenvolvidos pelo professor. O apoio e a capacitação desse profissional, o tornará um facilitador do processo ensino aprendizagem, propiciando habilidades importantes no manuseio desses recursos tecnológicos, que permite impulsionar o processo de aprendizagem de forma mais agradável e dinâmica.
TAJRA (2002, p22) expressa que: ”o coordenador de Informática deve estar envolvido com o planejamento curricular de todas as disciplinas, para poder sugerir e auxiliar nas atividades pedagógicas, além de se manter atualizado”.
Para a autora, o docente sem o apoio da coordenação ou da direção, não terá condição para executar a sua aula com o apoio dos novos recursos. Cabendo ao coordenador de Informática perceber as dificuldades dos professores e orientá-los, pesquisar e analisar em que momento os softwares educativos devem ser utilizados na aula. Auxiliando o professor a dominar as funções básicas da informática, planejar e organizar aulas utilizando recursos da informática e realizar a transposição didática dos conteúdos a serem ensinados por meio do computador.
É importante ressaltar que em meio ao cenário tecnológico educacional em que se encontra o docente, este profissional tem sido considerado pelos autores como um componente fundamental para o processo de introdução do computador no ato de ensinar e aprender.
Diante dessas novas competências surgidas como fica o professor?
Espera-se que ele, na sala de aula, proporcione um ambiente interativo entre a informática e a sua disciplina e, por meio dessa interação, consiga que os alunos fiquem interessados em ter acesso à outras informações, novas experiências e aprendizagens de modo que possam realmente aprender, além de assumirem papéis e ações de críticos diante das informações e do conhecimento do qual estão em interação por meio da tecnologia.
Entretanto, o desenvolvimento dessas competências exigirá a construção de conhecimentos que não fizeram parte da formação inicial de alguns dos professores estaduais, tais como o de metodologias ou didáticas necessárias ao desenvolvimento desse conteúdo através de softwares educativos. Nesse contexto, entra então a necessidade de políticas governamentais de treinamento e capacitação continuada desses docentes, o que veremos no item seguinte.

1.3 - A informática educativa na capacitação dos docentes (cursos à distância)


Outro aspecto também muito enfatizado pela literatura pedagógica diz respeito à questão da capacitação do docente, entretanto, sabemos que, em muitos cursos de formação de professores, pelos quais formaram profissionais que ainda hoje atuam no quadro do Estado, não fizeram parte do currículo a disciplina da informática ligada a prática educativa com auxilio de softwares educativos e que também nos cursos de formação de professores oferecidos na atualidade esse vetor não é uma unanimidade, embora se defenda a ideologia de que qualquer docente deveria, no mínimo, saber manipular um microcomputador.
Para sanar esse entrave e possibilitar a introdução da Informática educativa nas escolas públicas estaduais, foi dado a cada professor do estado do Rio de Janeiro, em 2005, primeiramente aos da Modalidade de Ensino Médio, gratuitamente, um lap top, sendo este o momento no qual a preocupação da SEE/RJ era possibilitar ao docente aprender com essa ferramenta, possuir o domínio, estar seguro diante da introdução da Informática na sua vida profissional.
Em contrapartida, incentivá-lo a procurar se capacitar, porém sem fornecer nenhum auxilio financeiro. A entrega desse lap top, permitiu entretanto, que viesse a ocorrer nas escolas estaduais, uma troca de aprendizado entre os professores, ou seja, aqueles que detinham mais conhecimento da tecnologia passaram a auxiliar os que ainda não conseguiam a sua autonomia com esse recurso.
Como diz LÉVY (1999, p28), “a construção do conhecimento passa a ser igualmente atribuída aos grupos que interagem no espaço do saber. Ninguém tem a posse do saber, as pessoas sempre sabem algo, o que as tornam importante quando juntas, de forma a fazer uma inteligência coletiva."
Assim sendo, podemos embasar que as etapas de capacitações dos docentes nas unidades escolares do estado do Rio de Janeiro, deu-se após receberem cada um seus laptops se deu através das contribuições da inteligência distribuída por toda parte, incessantemente valorizada pela Direção da escola e coordenada, organizada em tempo real pela Coordenadora Pedagógica, resultando em uma mobilização efetiva das competências.

Segundo FRÓES, (1993, p36) se deve: “mobilizar o corpo docente da escola a se preparar para o uso da Informática na sua prática diária de ensino-aprendizagem.
“-(...) criar condições para que se aproprie dentro do processo de construção de sua competência, da utilização gradativa dos referidos recursos informatizados.”
Os autores acima citados defendem como aspectos relevantes que todas as escolas, tivessem esses momentos de capacitação e trocas de experiências entre eles mesmos. Todavia, para que tal situação se concretize é preciso disponibilizar horários, já que tal troca poderia ocorrer até mesma na própria sala dos professores. Entretanto, o que se percebe hoje é que a maioria das escolas não propicia tal oportunidade e momento, talvez por falta de um projeto pedagógico, do apoio de uma pessoa que exerça a função de  coordenador de Informática, ou talvez, de falta de vontade política.
E a capacitação à distância para os docentes?
Essa modalidade de capacitação foi Aapoiada e divulgada  com a publicação em Diário Oficial do Rio de janeiro (2008, p16), do “projeto Conexão Professor” que passou a acontecer a partir de janeiro de 2008.
O projeto dispunha da capacitação à distância por meio dos computadores (lap top) de uso pessoal dos professores da rede pública Estadual em suas atividades de ensino e pesquisa, considerando a “necessidade premente de dar subsídios e equipamentos de trabalho ao corpo docente do Ensino Médio e do segundo segmento do Ensino Fundamental”, visando ao aprimoramento do exercício de suas funções.
O projeto exposto no site da SEE/RJ (www.educacao.rj.gov.br) ainda esclarecia que os novos professores concursados e admitidos a partir de 2008, já receberiam obrigatoriamente nos seus atuais lap top um moderno e leve modem “ZTE” em anexo externo ao aparelho, com acesso direto e grátis a rede e com acesso a página de navegação do “Conexão Professor” da SEE/RJ, já os docentes anteriores, poderiam requerer optativamente o seu modem, porém continuariam com o lap top antigo.
O art. 3º do projeto Conexão instituía que os professores beneficiados deveriam se comprometer, a introduzir e intensificar o uso do computador em sala de aula e em laboratórios de informática educativa, como instrumentos de melhoria de seus cursos e da formação de seus alunos.
É importante ressaltar a ênfase que o projeto deu a capacitação à distância e ao comprometimento que cada novo professor faria ao aceitar o seu laptop com modem ZTE, em regime de comodato, com respeito à introdução e intensificação do uso do computador em sala de aula e fora dela.
Em contrapartida, a SEE-RJ se comprometeu a oferecer também a capacitação para o uso de softwares básicos. Entretanto, aos professores já existentes na rede antes de 2008, se deu a possibilidade de opção em aceitar ou não a capacitação, de requerer ou não o seu modem ZTE para conexão ao projeto.
Nas palavras de Tereza Porto, em 18 de fevereiro de 2008, o projeto Conexão Professor pode ser definido como:

O primeiro passo para a implementação de um projeto maior denominado de Educação para a Sociedade do Conhecimento através da capacitação à distância, com a entrega dos laptops com modem de acesso gratuito à internet, ao custo de aproximadamente 70 milhões de reais.

Em carta entregue junto ao equipamento aos professores da rede estadual de ensino, o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (2008), relatou que:
Novas tecnologias que permitem a capacitação à distância do professor podem gerar mudanças na Educação, pois vivemos em um mundo novo, que muda cada vez mais rapidamente, desta forma, o computador e a internet poderiam aproximar as pessoas e acelerar o crescimento eletrônico.

As primeiras semanas de implementação do projeto, a SEE-RJ criou um serviço “tira-dúvidas” pelo telefone. Alguns meses depois foram oferecidos alguns cursos presenciais em continuidade daqueles oferecidos à distância de capacitação aos softwares básicos, além de cursos oferecidos pela Coordenação de Tecnologia Educacional, na modalidade à distância, para o uso pedagógico de novas tecnologias. A própria SEE/RJ reconheceu quanto às capacitações presenciais, que essas possuíam dois pontos negativos, o primeiro implicaria na remoção do professor da sala de aula, e o segundo abrangeria as despesas com transporte para locomoção até o local do curso.

Entretanto, alguns autores tocam em um ponto muito importante dentro do tema que são os cursos à distância, sem que haja um tutor ou representante do curso acompanhando e auxiliando nesse aprendizado.
LUCENA (2008, p. 24), elenca que: esses cursos à distância e seus conteúdos de formação e atividades desenvolvidas nem sempre interagem com a realidade do professor, quase sempre são propostas independentemente da situação física e pedagógica em que o professor vive".
Essas capacitações on line promovidas pela SEE/RJ são suficientes para que os docentes da rede pública se sintam confortáveis e motivados na utilização de novas tecnologias em sala de aula?
Referindo-se ao desenvolvimento de projetos educacionais elaborados e implementados na ordem vertical (de cima para baixo) sem necessariamente objetivar as necessidades básicas do professor, enfim, sem consultar a população alvo, ou a parcelas específicas dela, LUCENA (2008, p244) argumenta: É importante a iniciativa em disponibilizar as TIC para as escolas.
“-(...) o que temos visto até o momento são propostas, sempre obedecendo a uma ordem vertical, sem que sejam consultadas as partes interessadas  a comunidade escolar”.
A literatura pedagógica alerta para as necessidades do profissional de educação na atualização e conhecimento das novas TICs, em todo o percurso de ensino. Entretanto, a literatura enfatiza que estas necessidades de atualização devem vir do próprio profissional, e que também terá que ser apoiada por órgãos superiores visando principalmente o desenvolvimento do ser a humano. Para tanto os órgãos responsáveis, devem antes de trazer os seus projetos e programas para a educação prontos e finalizados, discutir esses projetos e programas com os professores, promover mudanças e adequações a realidade de cada um.
De acordo com BELINSK (2008, p42), “(...) todos os professores devem passar por reciclagens constantes através de cursos e treinamentos de capacitação, com foco em metodologias, desenvolvimento de materiais, dinâmicas, dentre outros”.
O professor tem que ser ouvido, pois é o elemento mais importante, para a apropriação dessa tecnologia a fim de introduzi-la na sala de aula, no seu dia-a-dia. Se um dos objetivos do uso do computador no ensino for o de ser um agente transformador, o professor deve ser capacitado para assumir o papel de facilitador da construção do conhecimento pelo aluno e não um mero transmissor de informações. 

1.4 -  O professor como mediador do saber científico e educativo


Vimos no capítulo anterior que os recursos apresentados pelas novas tecnologias de informática, como imagens, cores, sons, textos sumarizados, constituem uma momento atraente, um “plus” pedagógico a mais que permite estabelecer a concentração na comunicação. Além disso, também constituem um momento propício para a interatividade, a automatização, a conexão on line, a digitalização, a capacidade de feedback entre tantos outros fatores positivos que culminam numa nova forma de pensar e de agir.
Em face dessa representatividade dos recursos de tecnologia, MASETTO (2006, p143) estabeleceu os seguintes pontos:

a)         Não se pode pensar no uso de uma tecnologia sozinha ou isolada. Seja na educação presencial, seja na virtual;
b)         O planejamento do processo de aprendizagem precisa ser feito em sua totalidade e em cada uma de suas unidades.
c)         Requer-se um planejamento detalhado, de tal forma que as várias atividades integrem-se em busca dos objetivos pretendidos;
d)         Que as várias técnicas sejam escolhidas, planejadas e integradas de modo a colaborar para que as atividades sejam bem realizadas e  aprendizagem aconteça.
e)         Uma técnica se liga a outra, e a integração das várias técnicas é que dará consistência ao processo de educação a distância.

Por isso, a literatura pedagógica tem dado destaque para o sucesso da informática aplicada à aprendizagem off line e on line, além de enfatizar que no mundo contemporâneo, o papel do professor ganhou a função de mediador do ensino, indispensável para ampliar o nível de conhecimento dos educandos. 
BELINSK (2008, p44), afirma que:

[...] o professor é um mediador, ou seja, facilitador do processo de aprendizagem. O avanço tecnológico apenas contribuiu para que as ferramentas eletrônicas se tornassem um instrumento capaz de desenvolver as práticas pedagógicas de ensino utilizadas a partir da tecnologia digital.

MORAN (2007, p36), e tantos outros apontam em suas obras que o papel do professor frente ao saber científico e educativo “é desenvolver o processo de aprendizagem. Neste caso, tal aprendizagem somente será alcançada caso o professor se posicione como mediador”.
Os autores são uníssonos, na ênfase afirmativa de que o professor é o principal responsável por promover e mediar o saber científico e educativo. Destaca-se, também na literatura a contextualização de que a tecnologia passou a ser considerada uma ferramenta que contribui para o saber científico, já que facilita as pesquisas e, conseqüentemente, o aprendizado.
Assim sendo, se faz necessário a aceitação do professor no uso desse novo recurso e a aquisição do seu conhecimento frente à essa tecnologia como sendo  fundamentais ao alcance da eficácia do processo de construção do conhecimento e da qualidade de ensino. 
Neste sentido, é competência também, do professor buscar ampliar seu conhecimento através desse recurso e aplicá-lo no seu plano de aula, no seu próprio projeto para obter conhecimento e a partir daí levar aos alunos esses novos conhecimentos, contribuindo para diversas áreas do saber. O professor não deve ficar apenas esperando as ações dos órgãos estaduais, da sua Instituição de Ensino, pois as ações podem e devem partir do próprio docente.
Assim sendo, o papel do professor no processo educativo está atrelado às suas ações a fim de modificar sua prática pedagógica, utilizando meios tecnológicos como estratégia para alcançar o poder da informação. Logo, é fundamental a consciência crítica, o questionamento para a construção ou para a realização de intervenção alternativa no uso da sua própria aprendizagem Seja na educação presencial, seja na virtual.
 À medida que, o professor venha a conseguir redimensionar a relação da tecnologia com a apropriação do seu conhecimento, será possível a reconstrução de um novo paradigma. Para tanto, o primeiro passo é que os mesmos sejam capazes de entender a importância de assumir a postura de pesquisadores, o que permitirá fluir, o seu novo perfil que é o de facilitador, mediador do conhecimento, bem como construtor de novos conhecimentos.


















2 -Contexto Teórico da Informática na educação


2.1.  A introdução da Informática no ambiente escolar de Duque de Caxias


Em 1989, o MEC considerando a sólida base teórica e literária sobre informática educativa, institui através da Portaria Ministerial Nº 549/89, o Programa Nacional de Informática na Educação (PRONINFE), com o objetivo de desenvolver a informática educativa no Brasil através de atividades e projetos articulados e convergentes, (disponível no site PROINFO/edprhist.htm), apoiado em fundamentação pedagógica e sólida da doutrina educativa de ALMEIDA (2002), DELORS (1998) e VALENTE (2000).
Nota-se pela Portaria Ministerial Nº 549/89 que o projeto do Governo Federal, fundamentou-se em uma informática educativa baseada no uso do computador com acesso a rede, através de laboratórios de informática a serem introduzidos nas unidades escolares, buscando mudar a forma de ensinar e aprender nas escolas públicas.
Nesse período de futura introdução dos computadores nas escolas públicas estaduais, estas já estavam equipadas com um verdadeiro arsenal de tecnologias: TV Escola, vídeo-escola, Sala de Recursos de Projeção e áudio, etc. Certamente tais tecnologias, ainda em uso, têm auxiliado nossos docentes no processo de ensino e talvez o de aprendizagem.
Através da Portaria Ministerial Nº 549/89, que instituiu O PRONINFE, surgiu o intuito de promover mudanças na prática pedagógica, através da ação preparatória da inserção de futuros laboratórios de informática nas escolas estaduais, um investimento por parte do governo, primeiramente, com a implantação de Núcleos Tecnológicos de Informática –NTEs, voltado especificamente para treinamento e capacitação dos docentes estaduais.
Segundo BITTENCOURT (2008, p14), os municípios da Baixada, tais como: Duque de Caxias, São João de Meriti, entre outros, receberam, cada um deles, um NTE, localizado e implantado em uma escola Estadual.”
Segundo este autor, o objetivo era de familiarizar o docente selecionado com a utilização dessa tecnologia na prática educativa, integrando o computador na sua prática pedagógica, e quando todas as unidades escolares viessem a receber os seus computadores em seus laboratórios de informática, estes docentes seriam responsáveis em capacitar os demais profissionais, pois o objetivo maior era o de que todos professores utilizassem esses recursos com seus alunos.
De acordo com FRÓES (1993) “Os recursos da tecnologia, os novos meios digitais: a multimídia e a Internet, trazem novas formas de ler, de escrever e, portanto, de pensar e agir”. Para o autor o simples uso de um editor de textos na tela do computador mostra como alguém pode registrar seu pensamento de forma distinta daquela do texto manuscrito, provocando no educando uma forma diferente de ler e interpretar o que se escreve, forma esta que se associa, ora como causa, ora como conseqüência, a um pensar diferente.
MORAN (2007) ensina que:
No entanto, qualquer trabalho que envolva tecnologia, destacando o uso do computador e internet exige uma capacitação profissional, tendo em vista que o conhecimento é construído a partir da interação entre o professor e o aluno. Com a Internet estamos começando a ter de modificar a forma de ensinar e aprender [...].
Para os autores , o programa da Portaria Ministerial Nº 549/89 priorizaria o contato do docente com a nova tecnologia através da internet, buscando oferecer a formação tecnológica ao profissional que teria futuramente, a capacidade de ensinar aos seus educandos, o que pesquisar e como pesquisar através da rede, cerceando assim, a princípio o processo de desenvolvimento e aproveitamento desse recurso como um todo. Ainda, trazendo de forma significativa uma educação mais dinâmica e eficiente, além de possibilitar uma aproximação entre os indivíduos e de tornar o processo de aprendizagem mais prazeroso.
Segundo TAJRA (2002) “As vantagens do acesso a todas as informações contidas em apenas uma rede de internet leva o educando a pensar que tem inúmeros caminhos e soluções.”
Para a autora, referindo-se a programas de tecnologia através da internet, iniciar ou introduzir a informática na escola apenas para o acesso, as informações em grandes números, não significará que o educando venha a ler ou aprender sobre aquele determinado assunto, pois, o fato do acesso já lhe proporciona a errônea idéia de aprendizado. Entretanto, não se nega que os recursos tecnológicos de comunicação e informação através da rede têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente na vida cotidiana de todos os cidadãos.

2.2. Da Climatização

ANEXO IV- Reunião sobre a Cartilha de  Política de tecnologia Educacional do Governo do Estado do Rio.. Preparatórias para o Seminário de Tecnologia Educacional
Climatização foi à denominação adotada pela SEE/RJ, para as salas e ou laboratórios a serem implementados nas escolas públicas, com recursos tecnológicos de mídia e informática devidamente climatizado com ar-condicionado a fim de receber os inúmeros equipamentos.ATA
Apesar da existência do Programa Nacional de Informática na Educação (PRONINFE) desde 1990, somente a partir de 1993, deu-se início a verdadeira implantação do programa de informática na educação pública, através da climatização de salas, especificamente no Rio de Janeiro com os Núcleos Tecnológicos de Informática - NTEs visando à capacitação e formação dos docentes da Rede Pública da Secretaria Estadual de Educação.
BITTENCOURT (2008) ressalta que:
O Rio de Janeiro contou com os núcleos interdisciplinares de pesquisa e formação de recursos humanos da UFRJ, visando à futura instalação de computadores na área da educação como ferramenta no auxílio na produção de textos, manipulação de banco de dados e controle de processos em tempo real, além da implantação também de 400 laboratórios de informática educativa em escolas públicas estaduais denominadas escolas Pólo ou como eram também chamadas de Núcleos Tecnológicos de Informática (NTI), financiados pelo governo estadual.
Para o autor, as NTEs tinham por funções priorizar o contato do docente com a nova tecnologia através da internet  e a formação do professor provendo condições para que o educador construísse seus conhecimentos com o auxílio das técnicas computacionais, integrando o computador na sua prática pedagógica, inclusive com a utilização dos editores de texto, planilhas, construção de slides, pesquisa na internet através da comunicação eletrônica via rede e softwares educativos com seus alunos.
Assim sendo, o professor começaria a adquirir conhecimentos sobre os recursos computacionais e educacionais para ser capaz de alternar adequadamente atividades tradicionais de ensino-aprendizagem em atividades com o auxilio do computador.
De acordo com VALENTE (2000), do ponto de vista metodológico, “esse trabalho deve ser realizado por uma equipe interdisciplinar formada pelos professores das escolas escolhidas e por um grupo de profissionais da universidade”.
Essa parceria, ou esse trabalho metodológico como é tratado pelo autor, ocorreu entre o MEC e o governo estadual, especificamente nesta pesquisa, das escolas estaduais do Município de Duque de Caxias, possibilitando a implantação do primeiro Núcleo Tecnológico de Informática (NTE) da UFRJ, no “Instituto de Educação Governador Roberto Silveira”, sito a Rua General Mitre no Centro de Duque de Caxias, buscando atender e capacitar todas as escolas de Duque de Caxias.
BITTENCOURT (2008 ) ressalta que:
Essa capacitação a princípio ocorreu apenas com um professor de cada unidade escolar que tinha como função futura, passar seus conhecimentos na sua escola de origem para os demais professores, assim que a unidade fosse beneficiada com o laboratório de informática para uso de alunos e professores.
Para o autor os professores capacitados pela SEE/RJ teriam como incumbência futura a responsabilidade de vir a desenvolver um projeto de capacitação em informática na sua escola para os demais professores que não participaram das aulas no Núcleo Tecnológico de Informática (NTI), tendo porém, a supervisão e apoio da universidade escolhida pela Secretaria de Educação (SEE) e  do gestor administrativo (diretor) da unidade escolar.
O Programa Nacional de Informática na Educação das escolas estaduais em Duque de Caxias deu certo?
BITTENCOURT (2008), um dos articuladores do programa, ressalta quatro variantes, responsáveis pela desarticulação do Programa, a saber:


1ª) O projeto começou priorizando apenas aquelas unidades que possuíam na época simultaneamente todas as modalidades de Ensino, ou seja, a Educação Básica (1º grau) e o Ensino Médio, além de sala ociosa para receberem futuramente os computadores (climatização). Escolas públicas com tal características eram em número menor.

Ora, como as escolas públicas na época tinham suas turmas lotadas e ainda faltavam vagas para atender as demandas externas, poucas escolas conseguiram se inscrever no programa. Quanto ao espaço físico da escola, segundo ALMEIDA, (2002, p. 17), “este não deve funcionar como fator impeditivo às tecnologias eletrônicas, se ampliar para outros locais de ação cultural, como o auditório ou teatro da escola (...) favorecendo seu uso na ação educativa”.

2ª) Os professores eram capacitados em aulas que ocorriam no Instituto de Educação em Duque de Caxias, com turmas formadas por vinte docentes, dois para cada computador, cada uma dessas turmas eram atendidas apenas uma vez por semana.

Pelos objetivos desse Programa, o "aprender a aprender" foi à principal tarefa, numa concepção que, segundo VALENTE (2000, p.24) é de "formação continuada de educadores para as mudanças, a reflexão, a comunicação, a colaboração, a complexidade e a auto-organização". Porém nem sempre elas ocorriam de forma consecutiva em face a caso fortuito ou força maior, tornando a capacitação muito longa.

3ª) Os primeiros computadores que as escolas estaduais selecionadas receberam não foram para os alunos e sim para Direção, Secretaria e Sala de Professores, visando à informatização de dados, processos e acesso à internet aos docentes.

Quanto aos alunos, houve uma preocupação excessiva na escolha de programas de computadores para a educação causando a demora na instalação dos laboratórios nas escolas. Aliás, ALMEIDA (2002, p.21) chama a atenção para essa demora da implantação dos laboratórios para os alunos, ao expressar que, "o que se observa em relação à inserção da informática na educação é uma preocupação excessiva com a aquisição de equipamentos e de programas de computadores para a educação", como se somente isso pudesse garantir uma utilização eficaz do computador nos diferentes níveis e modalidades de ensino.

4ª) Muitos dos professores capacitados, com o decorrer do tempo, por motivo de caso fortuito ou força maior, acabaram sendo transferidos ou removidos para outras unidades escolares que não estavam no projeto.

Embora tenha havido a transferência de conhecimentos ao uso desses novos recursos, não ocorreu novas capacitações em coerência com os quatro pilares norteadores desse paradigma educacional, eis-lo: 1º- que o professor aprenda a fazer, (planejar e elaborar suas aulas com o auxilio do computador e dos softwares disponíveis); 2º- que o professor aprenda a trabalhar em equipe (com os outros professores de disciplinas diferenciadas buscando ligar os conteúdos de sua disciplina com o conteúdo de outras matérias); 3º- que o professor aprenda a conhecer, (buscar novas ações e novos conhecimentos com o auxilio do computador); 4º- aprender a ser inovador (um professor com perfil  dinâmico).
Pois na concepção de uma educação aberta, voltada para o desenvolvimento integral do ser humano, o Programa de Formação Continuada de Professores promovida pela SEE/RJ, com o auxilio do computador tinha uma visão interdisciplinar e flexível de acordo com a proposta dos quatro pilares da educação de DELORS, (1998, p32), a saber: "aprender a ser, apreender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a conhecer".
Quando as escolas estaduais receberam seus computadores para os laboratórios de informática?
BITTENCOURT (2008), explica que os laboratórios de informática para os alunos “começaram a ser implantados através de outro programa o PROINFO em 1996/7, com a distribuição de 100.000 mil computadores, obedecendo a critérios adotados pelo MEC/SEED”. 

Este projeto foi mais abrangente e fornecia as escolas:
a) infra-estrutura de suporte técnico de informática no sistema de ensino público;   
b) possibilitava através do portal do MEC a formação de uma ampla rede de comunicações vinculada à educação;
c) incentivava a articulação entre os atores envolvidos no processo de informatização da educação brasileira;
d) institucionalizou um adequado sistema de acompanhamento e avaliação do Programa em todos os seus níveis e instâncias. (www.proinfo.mec.gov.br)

A primeira unidade a receber o laboratório em Duque de Caxias, foi o CIEP 199- Charles Chaplin no Bairro Sarapuí, com 1800 alunos, onde o computador passou a assumir um papel fundamental de complementação, de aperfeiçoamento e de possível mudança na qualidade da educação, a fim de possibilitar a criação de ambientes de aprendizagem, causar uma revolução de ordem estrutural nas atividades educativas, principalmente a ação do professor.
Desde a implantação dos laboratórios de informática nas escolas estaduais, a informática passou a ser utilizada como uma ferramenta de apoio ao processo de ensino, tendo em vista suas potencialidades para o desenvolvimento do aprendizado do aluno. Aprender e ensinar se tornaram mais viáveis em virtude dos recursos tecnológicos existentes na unidade escolar, permitindo, então que o processo educacional passasse por mudanças estruturais e funcionais frente a essa nova tecnologia. Sobre as tecnologias auxiliares da aprendizagem, veremos no item seguinte.









2.3. Das tecnologias auxiliares da aprendizagem


Com o fim do Programa Nacional de Informática na Educação (PRONINFE), outro programa chamado PROINFO entrou em operação em 1996/7 passando a ser responsável pela montagem dos equipamentos nas escolas públicas, adotando o Linux, um sistema operacional gratuito, que por estar sendo aprimorado e enriquecido nacional e internacionalmente, razão pela qual o Governo Federal através do MEC resolveu implantá-lo, como um Kit completo de computadores, aparelhos tais como, impressora, scaner e fax, para as escolas da rede pública de todo o país, a fim de que os alunos tivessem acesso a um programa de qualidade, possibilitando-os ter uma cultura mais ampla com o uso deste aparato.
Por sua vez a Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, defendeu o sistema o Linux criado pelo MEC como programa padrão para implantação do projeto do programa PROINFO, como aquele possuidor de grande variedade de softwares tanto quanto os outros pagos.
O Linux Educacional adotado baseou-se num sistema operacional onde viabilizaria o acesso do professor e do aluno a vários conteúdos livres do MEC, tais como: Obras literárias completas; Hinos diversos; Todos os DVDs da TV Escola, entre outros. Tendo como portal de acesso a rede, a própria página do MEC onde foi disponibilizada a versão criada e implementada pelo MEC que atende a todas as necessidades acima descritas para a utilização em escolas e NTEs.
O Sindicato dos Professores do Estado do Rio de Janeiro- SEPE, declarou ao jornal O DIA de 24 de março de 1998, três dicotomias das ações da SEE/RJ na implantação desse programa, a saber:
1º) A SEE/RJ, através  dos NTEs capacitaram os docentes da rede pública estadual com um sistema operacional (Windows) diferente do adotado para os laboratórios das unidades escolares.
2º) A SEE/RJ, não proporcionou ao programa o acesso a rede, embora os computadores estivessem aparelhados para tal serviço. Deixando por conta das escolas a responsabilidade de providenciar as instalações necessárias e assumir tal custo, através da verba de manutenção das escolas.
3º) Ocorre que as escolas estaduais com até quinhentos alunos, não tinham direito a essa verba.
Mesmo, com esses entraves, muitas escolas, principalmente os CIEPs que possuíam em média mais de mil alunos conseguiram entrar na rede. Sendo possível promover a inclusão digital nas escolas públicas estaduais, condição essencial para o processo educativo na sociedade em vigor.
E os softwares educacionais?
Para FROES (1993, p.24-28) o principal problema em relação à questão do software educacional era “quais os critérios para que um software fosse considerado educacional”.
Para o autor, esta foi uma das razões e demora da implantação da informática na escola, entretanto qualquer software pode ser considerado educativo. Ele sugere ainda, que se considere software educacional aquele que pode ser usado para algum objetivo educacional ou pedagogicamente defensável, qualquer que seja a natureza ou finalidade para a qual tenha sido criado.
Para que o software se tornasse efetivamente um recurso didático auxiliar do processo de construção do conhecimento, favorecendo um novo modelo de relacionamento entre professor-aluno, foi necessário um procedimento de avaliação com base em critérios que atendessem os interesses e necessidades do projeto estabelecido estrategicamente pela SEE/RJ e pelos gestores da Rede Pública, dando prioridade aqueles que envolvessem prioritariamente as disciplinas da língua portuguesa, matemática e ciências.
Dentro desse contexto, os softwares educativos priorizados pelo programa PROINFO de 1996/7 vieram em forma de jogos, a fim de facilitar aos educandos a construção do seu conhecimento com o auxílio da máquina, porém de modo atrativo. Foi introduzido, os tradicionais jogos de xadrez, forca, e gamão, além de jogos educativos de sinônimos, tabuada, figuras geométricas, tabela periódica, entre outros, considerando que a inclusão do computador no ambiente escolar proporcionaria transformações na prática docente, e que o professor não se limitaria mais ao papel de fornecer informações aos alunos,
Sobre essa transformação ALMEIDA, (2002, p.17) ressalta que cabe ao educador.
Assumir a mediação das interações professor-aluno-computador de modo que o estudante possa construir o seu conhecimento em um ambiente desafiador, onde o computador auxilia o professor a promover o desenvolvimento da autonomia, da criatividade, da criticidade e da autoestima do aluno.

O autor defende que de fato, o uso do computador permite certas condições atrativas aos alunos para construção do conhecimento, tais como a capacidade de animação dos objetos, as cores e as letras que permitem uma melhor interação com a disciplina, o efeito áudio-visual dos vídeos e páginas de acesso na internet, entre outros aspectos que contribuem para que esse equipamento seja usado na condição de meio didático e como ferramenta de aprendizagem.
Em 2002, o programa PROINFO substituiu os computadores das unidades escolares por outros de última geração e com novos e diferentes softwares educativos, mais complexos que incluíam disciplinas curriculares de química, geografia, física, entre outras, que possuíam áudio explicativo e orientações sem a presença do docente. A cada três anos os laboratórios são totalmente reestruturados com novos equipamentos de informática.
Esse foi um passo positivo demonstrando que enfim se começava realmente a perceber o potencial dessa ferramenta na Informática educativa, que, além de promover o contato com o computador, tinha como objetivo a sua utilização como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados. Conforme ressalta VALENTE (2000, p13), “a introdução da Informática na educação deve ser acompanhada de uma reflexão sobre a necessidade de uma mudança na concepção de aprendizagem vigente na maioria das escolas”.
Para o autor, estudos demonstraram que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação, como ferramenta, traz uma enorme contribuição para as práticas escolares em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades que poderão ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação que perpassa qualquer atividade escolar.
Mas, se a informática auxilia na aprendizagem, porque o índice de rendimento escolar dos educandos das escolas públicas em Duque de Caxias, continuam baixos?




Com muita propriedade MORAN (2007) afirma que:
Se o sucesso de ensinar e aprender dependesse só de tecnologias já teríamos achado soluções há muito tempo para os fracassos na educação. Existe uma grande preocupação com “ensino de qualidade” quando se deveria preocupar com uma “educação de qualidade”. E completa: Mudar a educação não é um processo rápido e fácil. As mudanças na educação dependem de vários fatores.
Para o autor, a questão não se trata de amenizar as inúmeras contribuições que o uso desse recurso, o computador nas escolas públicas, poderá efetuar na facilitação da construção do conhecimento e na aquisição da aprendizagem, e sim, se tratando a questão puramente de que existem várias variáveis e desafios no contexto ensinar x aprender, que vem sendo enfrentado durante anos, em face a falta de políticas públicas mais eficazes e por falta de modelos de gestão educacional mais flexíveis envolvendo a informação e o conhecimento.
Cabe ressaltar, conforme ALMEIDA (2002), que o uso do computador na educação não pode ser ignorado como também não deve servir de “panacéia para os problemas educacionais”.
Para a literatura pedagógica, existe um único desafio aos docentes que  é o de promover a mudança na prática do ensinar com o auxilio dos recursos tecnológicos e de mídia, cabendo a eles optarem por novos caminhos que levam ao aprender a aprender, criando situações e ações prazerosa de aprendizagem, promovendo o interesse dos alunos.
Entre os fatores que podem estar prejudicando o sucesso de ensinar e aprender citados por Moran (2007), Almeida (2002), e tantos outros pedagogos incluem, a saber:
a)      professores que não estão “maduros intelectual e emocionalmente,
b)      profissionais que não são curiosos, entusiasmados, abertos as mudanças,
c)      professores que não sabem motivar e dialogar,
d)     equipe técnico-administrativo-pedagógica composta de profissionais, que não entendem todas as dimensões envolvidas no processo pedagógico,
e)      de “alunos não curiosos e motivados com o processo, desestimulados, tornando-se ausentes na caminhada do professor-educador”.
Para esses autores, o ensinar tem sido visto por décadas, unicamente, como a ação de elaborar algumas atividades que ajudam ao aluno a compreender determinadas áreas do conhecimento (disciplinas), entretanto o educar é mais amplo, profundo e integrado ao intelectual, emocional, profissional, por isso o educar tem força de mudança, modificação, reestruturação de conceitos e ações.
O que é defendido neste contexto é que em face às mudanças sentidas na sociedade se faz necessárias melhorias na forma e metodologia do ensino da escola pública, e para isso acontecer, o papel do professor não pode continuar a ser o mesmo que era no passado. 

2.4. O Papel das partes envolvidas: Gestores e Professores das escolas Estaduais.

            Nas escolas públicas a direção é eleita pela comunidade escolar através do voto direto, secreto e nominal, tendo os diretores legitimidade para exercer suas funções.
 BELINSKI, (2008) defende o perfil do gestor dinâmico ao elencar que:
O gestor deve ser atuante e estar preparado para mediar os profissionais na resolução de conflitos, agindo como incentivador, proporcionando uma interação comum entre todos, inclusive entre os alunos e para tanto deve adotar certas formas de ação estabelecidas a partir de certos entendimentos e princípios.

Diferente não é o pensamento de LÜCK, (2006) que ensina: “A idéia de gestão é superar limitações e ousar mais, onde tudo é responsabilidade de todos, mormente do gestor”. Entenda-se como “todos”: gestor, professores, técnicos, funcionários, alunos, pais, comunidades e parceiros da escola.
Para os autores, em todas as questões que se desencadeiam, o gestor deve estar envolvido com sua equipe, orientando posturas e buscando soluções; soluções essas que devem contar com ampla participação de todos, pois a questão educacional é responsabilidade de todos e não se restringe somente a um profissional, o professor de turma.
organização O gestor deve durante o seu tempo com os professores regentes da escola, agir de forma a despertar em cada um deles o seu potencial, transformando o ambiente de trabalho em um processo contínuo de auto-avaliação e cooperação durante o tempo todo.  Isso é possível, através da de encontros através das reuniões periódicas para que todos tenham oportunidade de sugerir novas idéias, propor mudanças na socialização escolar. A promoção de diálogos abertos é o melhor caminho para se alcançar novas propostas educativas de ações e obter decisões precisas para a elaboração dos novos projetos educacionais.
Portanto é necessário ter uma gestão participativa na escola, capaz de afetar a qualidade escolar positivamente, pois quando os diretores participam e buscam opiniões de seus funcionários e as utilizam como base para implementar decisões, permite que haja um constante ambiente de aprendizagem eficaz e harmonia, com liberdade de expressão dos pensamentos e ações voltadas para adaptar os projeto existentes de forma que eles atendam a realidade da clientela escolar, tornando esse projeto um meio ideal de se alcançar  uma aprendizagem de qualidade.
Assim sendo, o gestor por ser o profissional de educação que estabelece um contato mais direto com o trabalho docente, e demais profissionais auxiliares da educação, como os orientadores educacionais, deve fomentar discussões sobre o processo ensino-aprendizagem no laboratório de informática, analisando, em ação conjunta com os professores e demais auxiliares da educação, apurar as contradições existentes entre o fazer pedagógico e a proposta pedagógica da escola.
 MASETTO, (2006). ensina que “não é a tecnologia que vai resolver ou solucionar o problema educacional no Brasil”.
 Para o autor, quando se fala em tecnologia e aprendizagem devemos considerar que o que seja aprender envolve, o papel do aluno, o papel do professor, o uso da tecnologia e todo um processo pedagógico escolar. Ensinar pressupõe a ação em transmitir conhecimento ao educando que deverá absorver e reproduzir o que recebeu de informação.
Neste contexto o professor então passa a ter o seu “verdadeiro papel” que é o de criar um ambiente capaz de levar, seus alunos a aprender, a pensar e refletir com o auxilio desses recursos no qual ele será apenas o mediador da aprendizagem. 
Atualmente o professor não é o único a deter as informações que os alunos precisam, conforme afirma MORAN (2007):
As mudanças exigidas pela sociedade da informação e pela introdução dos computadores, no ambiente escolar, requerem que todos sejam criativos, articuladores e principalmente parceiros no processo de aprendizagem, através da utilização da informática como auxílio do seu fazer pedagógico, da sua prática pedagógica diária, ele assume a função de “orientador”, do conteúdo que está sendo transmitido, em contrapartida nesse mesmo contexto, o docente também passa a ser “um mediador em serviço” ao utilizar da tecnologia da informática para buscar informações e conteúdos que vão estimular o seu aluno na aquisição da aprendizagem além de melhorar a qualidade da sua aula. Por isso, ele assume um duplo papel, a saber, de um “orientador/mediador.”
MORAN (2007) expressa os seguintes papeis dos profissionais da escola como orientador/mediador de quatro formas distintas, a saber:
Orientador/mediador intelectual- Colabora na seleção das informações pertinentes e importantes a cada disciplina com o intuito de que eles as contextualizem através da compreensão, avaliação, reelaboração e adaptação.
Orientador/mediador/emocional- Motiva,incentiva,estimula,organiza os limites, com equilíbrio,credibilidade,autenticidade, empatia.”
Orientador/mediador/gerencial e comunicacional- Tem a função de organizador, seja no que se refere ao gerenciamento das atividades propostas no currículo, seja no desenvolvimento das diversas formas de comunicação e de interação entre as disciplinas.
Orientador/ético- Ensina a assumir e vivenciar valores construtivos, individual e socialmente.” Contribui na construção “sensorial-intelectual-emocional-ético- dos estudantes que vão consolidando referenciais de atitudes, valores e idéias. “Um bom educador faz a diferença”.
O autor explora a necessidade da existência da dupla função do docente conhecida como de um “orientador/mediador”, para tanto se defende uma mudança na postura do docente e de toda a equipe escolar, o que ele mesmo reconhece que não é tarefa fácil, nem se consegue de uma hora para outra.
O autor, ao mesmo tempo em que enfatiza a necessidade da dupla função do docente, reconhece que não compete apenas ao docente, pois é um trabalho planejado de equipe e união na busca de mudanças positivas e esperadas, e que para acontecer dependerá também de uma política de formação adequada do professor. Mas, para o autor, só isso não basta, é preciso também o auxílio de sua chefia imediata e também dos órgãos e organismos educacionais para que docente seja constantemente estimulado a melhorar e adequar sua ação pedagógica, e para tanto, não basta haver capacitação, um laboratório equipado e software à disposição do professor, precisará haver também um gestor que gerencie e oriente o processo pedagógico.






















3 - Interpretação e Resultados dos Dados

3.1 - Caracterização da pesquisa

Marque apenas uma opção:
1- No seu entendimento, qual o perfil do seu gestor democrático.
Marque apenas três opções enumerando-a de 1 a 3 levando em consideração o fator “imprescindível”.
( ) Observador  ( ) Persuasivo e seguro  ( ) Criativo ( ) Possuir competência profissional  ( ) sociável e equilibrado emocionalmente ( ) Carismático  ( )Líder  ( ) Apresentação pessoal  
( ) Outro _______________
2-  Quais as mudanças promovidas na sua escola pelo seu gestor após a implantação do laboratório de informática. Marque uma das três opções levando em consideração o fator “imprescindível”.
( ) tecnológicas (modificações na maneira como o trabalho é processado, nos métodos e nos objetivos).
( ) capacitações inteligentes (arranjos de espaço e horário pelo coordenador e das disposições dos assuntos).
(  ) relacionadas às pessoas (valorização profissional, comportamentos, atitudes, expectativas, habilidades, percepções).
3- Na sua opinião, ao atuar na escola você como professor se considera como: Marque apenas uma opção consideração o fator “imprescindível”.
( ) Fornecedor idéias e projetos educativos, trabalha em equipe transferindo conhecimento.
( ) Auxiliar na organização e resolução dos problemas e na escolha das modificações organizacionais e das técnicas apropriadas para a mudança tecnológica.
(  ) Outros _______________________________
4. Com relação à Informática na Educação. Marque apenas uma opção.
a). A criação do laboratório de informática na sua escola contribuiu de que forma para melhorar as atividades pedagógicas da sua aula/disciplina.
 (  ) criativa    (  ) dinâmica   (  ) participativa
5. Quais as dificuldades que enfrenta ao lidar com esse recurso?
(  ) softwares   (   ) sistema operacional   (   )falta de capacitação e conhecimento   (    ) outros ______________________
6. O computador "alterou" a relação/ método de ensino-aprendizagem em prol da qualidade de ensino da sua escola.  (   )  sim   (   ) não
7. Em relação ao desenvolvimento escolar e intelectual, houve um maior reflexo com a implantação e utilização do laboratório de informática? defina o grau.
(   )   Alto         (   ) Médio       (   ) Baixo
8. As relações entre aluno, matérias, aprendizado e desenvolvimento de atividades em laboratório como complemento a várias disciplinas, tem reflexos em sala de aula e facilitação de entendimento e desenvolvimento por parte dos alunos ?
Em que grau são percebidos estes reflexos ?
 (   )   Alto         (   ) Médio       (   ) Baixo
 




















3.2 - Entrevistas e Informações levantadas



3.3 - Interpretação dos Resultados





4 -Desafios e Possibilidades da Escola Pública



5 - Considerações Finais


6 -Referências  Bibliográficas


ALMEIDA, Maria Elizabeth de. Informática e formação de professores. Brasília: MEC/Seed, 2002.
BELINSKI, Ricardo. Gestão do Comportamento Educacional. Revista Genetrix. PUC/PR, 2008, p10
BITTENCOURT, Evaldo. Política de tecnologia Educacional do Governo do estado do Rio.. 40º Seminário Brasileiro de tecnologia Educacional, Palestra proferida na UERJ em 18 de junho de 2008 no Rio de Janeiro.
DELORS. Jacques de, Os 4 pilares da Educação Brasília, DF: MEC/UNESCO, 1998
FRÓES, Jorge R. M.Educação e Informática: A Relação Homem/Máquina e a Questão da Cognição. São Paulo: Ética.1993
LÉVY, Pierre.  A inteligência Coletiva - por uma antropologia do ciberespaço, edições Loyola: São Paulo , 1999.
LÜCK, Heloísa. A escola participativa: o trabalho de gestor escolar. Rio de Janeiro, DP&A,10ªedição 2006
MORAN, José Manuel, MASETTO, Marcos & BEHRENS, Marilda. Novas Tecnologias e Mediação Pedagógica. 12º ed. São Paulo: Papirus, 2006.
MORAN, José Manoel. Programa de Formação Continuada em Mídias na
Educação. Módulo Introdutório: Integração de mídias na educação. Ano 2007.
TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: novas ferramentas pedagógicas para o professor na atualidade./ Sanmya Feitosa Tajra. 3.ed. rev. atual e ampl. – São Paulo: Érica, 2002.
VALENTE, J. A. (org.). Computadores e conhecimento: repensando a Educação. Campinas, SP: UNICAMP/NIED, 3ª edição, 2000.

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